O governo do Estado vai ter uma estrutura menor ano que vem. Secretarias serão fundidas e alguns órgãos que sempre serviram de puxadinhos para empregar amigos e abrigar indicações politicas serão extintos.
Muitos secretários mantidos pelo governador José Melo ao assumir o comando do Estado este ano, após a renúncia de Omar Aziz, terão quer procurar outro emprego por que o espaço vai ficar pequeno no novo governo.
Ainda não há nomes definidos para compor a nova equipe, com exceção do delegado federal Sérgio Fontes, que substituirá o Coronel Vital na pasta de Segurança, mas os atuais titulares serão convidados a entregar os cargos, mesmo os poucos que vão participar da nova administração.
As novidades são muitas: a mais interessante é a atenção que o futuro governo vai dar ao sistema penitenciário, que deve ganhar uma secretaria, com o desmembramento de interior e justiça. A ideia é enfrentar os crimes praticados de dentro para fora dos presídios, o que alterou o perfil da delinquência e que o governo acha que é preciso ser atacado com urgência.
O Estado vai agir com mão forte, especialmente contra as facções que hoje dominam as cadeias. ( Leia também : NET:um caso de Polícia )
MPF MEXE EM CASA DE CABA
O MPF começa a mexer em casa de caba. Uma recomendação expedida esta semana ao MDA e à Serfal, que é a secretaria que cuida da Regularização Fundiária na Amazônia, para que regulamentem e garantam a reversão de imóveis da União ocupadas indevidamente na região, pode apanhar na rede muito peixe grande. Se a inspeção atravessar a ponte, vai ver áreas federais com placas de “propriedade privada”. A recomendação, assinada em 11 de novembro, estabelece prazo de 30 dias para que o MPF no Amazonas seja informado sobre as medidas adotadas pelos órrgão.
DEPUTADA DESMOTIVADA
Ex-candidata ao governo, em 2015 a deputada federal Rebecca Garcia (PP) fica sem mandato, mas parece que já perdeu o pique. Em novembro só marcou quatro presenças na Câmara. Teve três ausências e mais quatro com a justificativa “Atendimento a obrigação político-partidária”. Em dezembro já tem um registro de ausência.
PAROU GERAL
Mas a desmotivação pós-eleição não ficou só com quem não se elegeu. O deputado federal pelo Amazonas Silas Câmara (PSD), por exemplo, mesmo sendo o segundo mais votados e reeleito para a Câmara Federal só apareceu duas vezes por lá em novembro e parece que continua em campanha já que a justificativa para ausências é o célebre “Atendimento a obrigação político-partidária”.
PARABÉNS E COBRANÇA
O programa radiofônico do senador Eduardo Braga (PMDB) neste sábado foi de muita homenagem. É que Braga completou 54 anos e não faltou admiradores dando parabéns. Já no Facebook teve gente cobrando do senador o fato de que o Estado vai perder recursos federais.
BRAGA NÃO SERÁ ESQUECIDO
A presidente Dilma Rousseff está montando uma reforma ministerial levando em conta a necessidade de enfrentar as dificuldades políticas que começam a se manifestar no país. Mas ela já enfrenta problemas para compor as pastas com a sua base aliada, onde o PMDB é o irmão maior e agora quer mais um ministério. A presidente e o vice Michel Temer vão viajar e só devem voltar no próximo dia 12, quando vão definir os cargos do PMDB. A expectativa no partido é que o senador Eduardo Braga seja chamado para ocupar o ministério de Minas e Energia ou a Secretaria de Portos.
ÚLTIMA SEMANA DE SESSÕES
O presidente da Assembleia, Josué Neto, já definiu o calendário da última semana de sessões legislativas antes do recesso parlamentar. Como a última sessão ordinária estava prevista para o dia 18 de dezembro e nessa data vai acontecer a diplomação dos eleitos pelo TRE, Josué propôs antecipar a sessão do dia 18 (quinta-feira) para o dia 15 (segunda-feira), encerrando a semana no dia 17 (quarta-feira), com a votação do Orçamento estadual de 2015.
INSATISFAÇÃO AQUI E LÁ
Se no Brasil a insatisfação contra os poderes é política, nos EUA os cidadãos estão indo às ruas para protestar contra o que parece ser o “renascimento” de uma crise racial entre brancos e negros. Em vários estados do país manifestantes protestaram pelo não indiciamento de um policial branco acusado da morte por estrangulamento de um homem negro desarmado, no estado de Nova Iorque.
ROBERTO JEFFERSON DÁ LIÇÕES
O polêmico ex-deputado Roberto Jefferson, que foi o delator do escândalo petista do “mensalão”, agora é analista do escândalo da operação Java Jato, na Petrobras. Em seu blog, onde ele posta diariamente opiniões, conclui que a solução seria uma só: ”É tão claro como a luz do sol: é preciso privatizar as estatais, cujas burocracias se aliam a políticos indicados pelos partidos pra sangrar os cofres públicos. Que o desinfetante da privatização ajude a limpar a corrupção, hoje generalizada
http://www.portaldoholanda.com.br/bastidores-da-politica/net-um-caso-de-policia#sthash.WDYb3PK7.dpbs”.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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