A gente não teve o que os filhos da gente tem: as oportunidades que eles não aproveitam, as facilidades da comuunicação e a abertura familiar. Na tentativa de oferecer o melhor, pecamos. E erramos tanto que de repente percebemos que perdemos o que não podíamos: o respeito. Ou parte dele. O excesso de intimismo faz mal. Minha filha me trata como "cara". É "cara" prá lá, "cara" pra cá. Um saco!
Sempre quis ser o "cara", mas o cara referência, o que faz, realiza, satisfaz o filho na plenitude da palavra. Preferia o "senhor" ou "meu pai".
Ela se chama Cecília, e aos 12 anos tem uma inteligência acima da média, mas ao mesmo tempo é indiferente ao que convencionamos chamar de educação básica, formal. Sabe mais do que eu - especialmente lidar com computador, mas odeia matemática, geogafia, história. Entretanto a vejo manipulando de forma quase profissional códigos, produzindo videos, falando com o mundo via skype. Não sei se a invejo ou se tenho orgulho dela. Acho que as duas coisas se misturam...
E o Marcus? ah, o Marcus é rebelde, se julga dono do mundo. Culpa minha, que não lhe impus limites. Mas ele é a minha cara. Talvez um dia olhe o mundo com o meu olhar e consiga ser o que não consegui: o "cara".
Tem a Samara, a primogênita. Cresceu, se formou. É dona do nariz dela. A ela, as Cecilias, Marcos e todos os paóis reproduzo o video abaixo num dia especial, que é mais deles, para relfetor sovre o mundo onde vivemos.....
https://www.youtube.com/watch?v=_n6yGP9Yn1I
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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