A britânica Laura Coldman, 33 anos, está alertando outras mulheres sobre os riscos da doação de esperma em grupos de Facebook. Ela engravidou de seu segundo filho, Calum, em 2022, mas hoje diz que "nunca recomendaria" a experiência. A decisão de buscar um doador online veio do desejo de ter um segundo filho após se tornar mãe solo.
Em 2018, Laura entrou em grupos de doação de esperma no Facebook. Ela se surpreendeu com a seriedade da comunidade, que parecia ser uma solução para sua "desesperada" vontade de ser mãe novamente. Após dois meses, um doador entrou em contato. Com base em "avaliações" de outras mulheres do grupo, ela viajou até a casa dele em Yorkshire.
A inseminação foi feita em casa, em uma experiência que Laura descreve como estranha. "O doador mal falou comigo e me levou a um cômodo específico no porão de sua casa", relatou. Foram necessárias quatro tentativas para que ela engravidasse.
Hoje, Calum, que nasceu em abril de 2022, não fala e tem dificuldades com a percepção de perigo. Ele está em processo de diagnóstico para autismo, e Laura suspeita que suas necessidades complexas podem estar ligadas ao doador. Ela afirma que outras mães que usaram o mesmo doador também relatam traços neurodivergentes em seus filhos.
Embora não se arrependa, Laura faz um alerta sério: "Você não sabe o suficiente sobre a pessoa. Ela pode não revelar coisas sobre o passado ou sobre o histórico médico. Ele poderia ter sido um criminoso condenado ou ter problemas sérios de saúde mental — e eu jamais saberia."
Ela conclui, ressaltando o risco que assumiu: "Foi arriscado e não me arrependo, porque tenho meu lindo filho — mas, definitivamente, não faria isso de novo e não recomendaria a outras pessoas." O caso de Laura serve como um lembrete dos perigos de recorrer a métodos não regulamentados para a doação de esperma, onde informações cruciais sobre o doador, como o histórico de saúde, não são verificadas.

