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Advogada ferida no ataque a acampamento pró-Lula relata ameaças de morte

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CURITIBA - A advogada Márcia Koakoski, uma das feridas no ataque a tiros contra o acampamento de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, próximo à sede da Polícia Federal, onde ele está preso, afirmou em um vídeo divulgado pelo Youtube que ouviu pessoas fazendo ameaças de morte antes do ataque. A advogada contou que estava acampada havia dois dias no local. Além dela, que ficou ferida sem gravidade no ombro, Jeferson Lima de Menezes, segurança voluntário do acampamento, foi atingido no pescoço. Jeferson está internado no Hospital do Trabalhador, mas já deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

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Segundo relato da advogada, todos estavam dormindo no acampamento, montado desde o dia 7 de abril, quando por volta das 2 horas da madrugada foram ouvidos gritos. A advogada contou que ouviu ameaças e que os agressores disseram que iam voltar e matar todas aquelas pessoas.

- Estávamos dormindo e por volta das duas duas horas ouvimos uns gritos dados pelo vigias. Eles não têm arma e gritam para espantar as pessas que fazem ameaças. Havia pessoas gritando ameças, que iam voltar e matar aquelas pessoas. Foi uma situação delicada. As pessoas se levantaram, todos assustados Aí os ânimos foram se acalmando, porque várias vezes - o tempo inteiro na realidade - o acampamento foi objeto de ofensas, as pessoas passam gritando - contou a advogada.

A Polícia Civil do Paraná obteve imagens de câmeras de segurança que mostram um homem atirando contra apoiadores petistas acampados em apoio ao ex-presidente Lula durante a madrugada deste sábado. O suspeito chegou em um carro preto modelo sedan, caminhou até o local e efetuou vários disparos. Segundo o delegado da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Curitiba, Fábio Amaro, o indivíduo fugiu após os tiros.

O PT pediu reforço no policiamento junto ao acampamento batizado de Marisa Letícia depois do ataque sofrido. O presidente do PT do Paraná, Dr. Rosinha, e representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) se reuniram com a Segurança Pública do Paraná pedindo reforço no policiamento. Após encontro, o presidente do PT do Paraná disse que policiamento irá aumentar. A expectativa é que pelo menos vinte mil pessoas se reúnam no local na próxima terça-feira para comemoração do feriado de 1º de Maio, dia do Trabalho.

Esta é a segunda vez que apoiadores do ex-presidente são atacados a tiros. Na primeira, no último dia 27 de março, também no Paraná, um dos ônibus da caravana que o ex-presidente fazia pelo Sul do país foi alvo de de disparos de arma de fogo. ninguém ficou ferido. Os tiros acertaram o veículo em que estavam os jornalistas, mas o ônibus em que o ex-presidente viajava não foi atingido.

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