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Aécio pede acesso a ação com dados da quebra de seus sigilos fiscal e bancário

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BRASÍLIA - No mesmo dia em que sofreu uma derrota na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), sendo afastado do exercício do mandato e tendo sido determinado seu recolhimento noturno em casa, o senador Aécio Neves (PMDB-MG) pediu acesso a uma ação sigilosa em tramitação na corte. Nessa ação, foram reunidos dados da quebra de seus sigilos fiscal e bancário. O pedido foi feito na última terça-feira.

A medida integra um dos dois inquéritos abertos contra Aécio no STF em razão da delação da JBS. Nesse, ele é investigado por corrupção passiva e obstrução de justiça, em razão de propina paga pela JBS. O relator é o ministro Marco Aurélio Mello. Caberá a ele autorizar acesso aos dados.

Em conversa gravada pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, Aécio lhe pediu R$ 2 milhões dizendo que precisava dos recursos para pagar um de seus advogados. A entrega foi feita a um parente do senador e filmada pela Polícia Federal em ação controlada. Em junho, o então procurador-geral da República Rodrigo Janot denunciou Aécio por corrupção passiva e obstrução de justiça.

Além da propina, ele foi acusado de ter tentado atrapalhar as investigações da Operação Lava-Jato. Caso a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceite a denúncia, ele se tornará réu. Não há previsão de quando isso ocorrerá.

Ao todo, Aécio tem nove inquéritos no STF. São dois com base na delação da JBS, cinco na colaboração da Odebrecht, e dois nos depoimentos prestados pelo ex-senador Delcídio Amaral

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