SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse nesta quarta-feira que é legítima a pretensão do DEM de ter um candidato próprio à Presidência da República em 2018. Entretanto, o tucano considerou prematura qualquer tomada de decisão sobre o assunto neste momento.
-Cada coisa tem seu tempo - afirmou.
Em entrevista ao blog "Poder 360" divulgada nesta manhã o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que o DEM não estará com o PSDB em 2018 na disputa presidencial. A declaração foi feita um dia depois de a cúpula do DEM participar de um jantar com Alckmin para discutir a relação entre as duas siglas.
Perguntado se o deputado havia se precipitado na avaliação, o governador preferiu não entrar em confronto.
- É natural que os partidos queiram ter candidato próprio. É legítimo. Você pode ter alianças no primeiro ou segundo turnos, em nível federal ou estadual - disse Alckmin.
O tucano deu sinais de que não considera o assunto um caso encerrado.
- Precisamos ter pontes e diálogo (até 2018) - completou.
Dois dias depois de se reunir com a cúpula do DEM, Alckmin, recebe nesta noite o comando do PSB. Assim como os democratas, os pessebistas estão na mira do tucano para formar um arco de aliados que viabilize uma candidatura dele a Presidência em 2018 no PSDB.
Participam do encontro o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, o vice-presidente da legenda e governador de Pernambuco, Paulo Câmara, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, o secretário-geral do partido, Marcio França, e o ex-governador do Espírito Santo Renato Casagrande.
DEM e PSB estão travando uma guerra nos bastidores em Brasília. Os democratas tentam atrair descontentes do PSB para aumentar sua influência no Congresso. A cúpula pessebista é favor que o presidente Michel Temer renuncie e ja orientou sua bancada na Câmara a votar a favor da denúncia contra o peemedebista na volta do recesso. Uma ala governista dos deputados está insatisfeita com a postura da sigla e ameaça deixar o PSB. O destino deles seria o DEM.
De acordo com o presidente do PSB, Carlos Siqueira, a cúpula do partido foi convidada por Alckmin para o jantar.
- É natural que uma liderança que tem as suas pretensões converse com as forças políticas com quem já mantêm relação.
O encontro, segundo o Siqueira, tem como tema a crise política do país, mas qualquer assunto poderá ser abordado, apesar de o dirigente considerar preciptado discutir apoio a uma eventual candidatura do tucano a presidente no próximo ano.
- Diante da situação que o país vive, ainda é muito cedo para tratar de 2018.

