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Amigo de Temer, coronel Lima recebe visita de advogado antes de depor à PF em São Paulo

SÃO PAULO — Amigo do presidente , o coronel reformado da PM será ouvido pela Polícia Federal (PF) no início da tarde desta sexta-feira como parte da investigação que apura suspeita de corrupção no . A defesa de Lima chegou à Superintendência da PF, na Lapa, Zona Oeste de São Paulo, por volta das 8h30 para acompanhar o depoimento, que estava marcado para ocorrer às 9h. Segundo Cristiano Benzota, um dos advogados do coronel, durante a manhã foram feitos alguns trâmites burocráticos e, por isso, o depoimento foi remarcado para as 14 horas.

— Não houve depoimento até agora. Houve só o trabalho burocrático da polícia (pela manhã) — disse Benzota a jornalistas por volta do meio dia, quando saiu da sede da PF para almoçar.

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Maurício Silva Leite, outro advogado que compõe a equipe de defesa do coronel, explicou que já estava prevista uma conversa reservada com Batista antes do início do interrogatório policial. Isso porque não foi possível ter uma reunião com o PM reformado na quinta-feira, .

— O estado de saúde dele continua delicado. Bastante delicado. Uma pessoa que tem câncer, um AVC, vocês podem presumir, tem 75 anos de idade — reforçou Benzota nesta sexta-feira.

Os policiais federais tentam ouvir o depoimento do coronel Lima há nove meses. Ele vinha sendo intimado desde 1º de junho, mas sua defesa argumentou, reiteradas vezes, que o coronel reformado tinha problemas de saúde que o impediam de comparecer ao interrogatório.

Na manhã da última quinta-feira, ele foi alvo de um mandado de prisão temporária de cinco dias na Operação Skala, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, a pedido da procuradora-geral da República Raquel Dodge.

Ainda em casa, Lima passou mal quando os policiais federais chegaram para prendê-lo e foi levado de ambulância para o hospital Albert Einstein, de onde saiu no início da noite de quinta-feira para a carceragem da PF.

Amigo de Temer há mais de 30 anos, Lima começou sua relação com o presidente durante sua gestão na Secretaria de Segurança Pública do governo Franco Montoro em São Paulo. Segundo a investigação, ele é suspeito de arrecadar propina no esquema do Porto de Santos, área sob influência de Temer há mais de 20 anos.

Uma das suspeitas da PF é que a reforma da casa de uma das filhas de Temer, em 2014, feita pela mulher do coronel Lima, tenha sido paga com dinheiro do esquema de corrupção.

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