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Após divulgação de lista de Fachin, Dilma critica criminalização da política

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RIO — Um dia após a divulgação da abertura de inquéritos com base na delação de executivos da Odebrecht, a ex-presidente Dilma Rousseff criticou a criminalização da política, e rebateu acusações de corrupção contra ela.

— Eu vejo as pessoas falarem que a política é algo feio, sujo e maldito. Não tem como ter democracia se não tiver política. Partidos políticos são muito importantes — destacou a petista, durante debate em Nova York, nos Estados Unidos.

Sem mencionar diretamente a lista do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), ou o pedido de inquérito do qual é alvo, Dilma afirmou que não há provas contra ela.

— Não tenho contra no exterior, não tem um cara que diz que me deu propina, não tem um cara que diz que me corrompeu. Dizem que eu sabia. Eu quero ver provar que eu sabia, porque todas as coisas que eu soube, eu impedi que acontecesse — disse a ex-presidente.

O evento chegou a ser interrompido quando uma pessa da plateia xingou a petista, mas a maioria dos presentes defendeu ela. Dilma aproveitou o momento para criticar a radicalização política:

— A intolerância, o ódio e esse tipo de ação é típica do surgimento da extrema-direita. Isso não era a tradição política do Brasil — afirmou.

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