BRASÍLIA — Um dia após votar a favor de (PSDB-MG), na sessão em que o derrubou o afastamento dele do mandato, o senador (PSDB-CE) defendeu a saída definitiva do mineiro da presidência do . Tasso é o presidente interino do partido desde maio, quando Aécio se licenciou do cargo após a divulgação da delação da JBS.
— Eu acho que ele não tem mais condições, dentro das circunstâncias, de ficar na presidência do partido. Precisamos ter uma solução definitiva, e não provisória. Não tem mais condições — afirmou.
Tasso disse que ainda não conversou com Aécio depois da sessão de terça-feira, mas ressaltou que pretende fazer isso ainda hoje. Ele avaliou que a decisão do Senado foi “mal interpretada”, e ressaltou que o seu voto foi apenas para garantir o direito de defesa para Aécio.
— A decisão de ontem foi a decisão da maioria, e eu acho que é mal interpretada. No meu entender, é dar ao senador Aécio o que ele não teve até agora, que foi o direito de defesa. Agora, aqui no próprio Senado, ele vai ter o Conselho de Ética, e no Conselho de Ética vai ter que se defender. E, ao mesmo tempo, o julgamento no Supremo (Tribunal Federal) continua, e no Supremo também ele vai ter o direito de apresentar sua defesa — disse.

