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O Banco HSBC foi condenado a indenizar uma ex-funcionária no valor de R$ 10 mil, após processar a instituição por assédio moral. A mulher venceu o julgamento depois de alegar que era constantemente submetida a metas abusivas, cobranças exageradas, perseguição do superior e isolamento.
A ex-funcionária relatou que ainda chegou a ser demitida após um afastamento por motivo de doença, mas foi reintegrada ao emprego por ordem judicial. O retorno ao trabalho, segundo ela, foi "ainda mais penoso", porque além de ser submetida a metas e cobranças exageradas, passou a ser constantemente transferida em dois anos, passou por oito agências.
Segundo informações do TST (Tribunal Superior do Trabalho), a bancária relatou que sofria tratamento diferenciado por parte do chefe, que não lhe dirigia a palavra "nem com um ‘bom-dia'", isolando-a nas reuniões, escondendo informações necessárias para o bom desempenho das funções e a expondo publicamente com ameaças de demissão.
O banco nega as acusações e afirma que que zela pelo bem-estar físico, moral e social de seus colaboradores.
A sentença, no entanto, foi favorável à trabalhadora. Após ouvir testemunhas, o tribunal constatou que o banco passou dos limites de seu poder disciplinar e ofendeu a dignidade da funcionária.
Ao recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR), o banco conseguiu reduzir o valor da condenação para R$ 10 mil. Não satisfeito, pediu nova reforma da decisão no Tribunal Superior do Trabalho com o objetivo de reduzir ainda mais o valor. No entanto, o relator do processo negou o recurso.

