BRASÍLIA — O ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu para o ministro Edson Fachin o compartilhamento do material apreendido em três ações cautelares que estão sob sua a relatoria. As três ações fizeram parte da Operação Patmos, deflagrada em maio a partir da delação premiada de executivos da Odebrecht, e que teve como alvos pessoas ligadas ao presidente Michel Temer e ao senador Aécio Neves (PSDB-MG).
O compartilhamento foi pedido pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em um inquérito que apura supostas irregularidades na edição do decreto presidencial que regulamenta a exploração dos portos brasileiros. Temer é um dos investigados, e o relator é Barroso.
Uma das ações cautelares envolveu busca e apreensão em endereços de pessoas ligadas ao presidente, como o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures e o coronel aposentado João Baptista Lima Filho. Em outra, foram interceptadas ligações telefônicas de Aécio Neves e pessoas próximas a ele. Na terceira, foram realizadas ações controladas, que documentaram entrega de dinheiro feita por executivos da JBS.
No mesmo inquérito, Barroso pediu para a Polícia Federal formule perguntas que serão enviadas para Temer. Na quarta-feira, o presidente enviou ofício ao Supremo informando que apresentará explicações por escrito. O prazo que ele terá para responder as questões será definido posteriormente.

