A entrevista foi convocada para anunciar a decisão de não mais demolir o parque aquático Júlio Delamare, que integra o complexo esportivo ao redor do Maracanã. "Quero fazer um apelo porque, sabe, na porta de casa, eu tenho filhos pequenos. O Sérgio Cabral político é uma coisa. Ali, é o meu filho de 6 anos, meu filho de 11 anos. É um apelo de pai mesmo. Aqui (no Palácio Guanabara), manifestação é do jogo democrático. Fui presidente do Poder Legislativo durante oito anos. O que eu mais fiz foi ver as galerias cheias, vaiando, aplaudindo", afirmou.
Cabral afirmou que o contato com o papa Francisco, durante a visita do pontífice ao Rio, permitiu enxergar que lhe faltava humildade. "O papa tocou a mim. Fui deputado mais votado, governador mais votado, senador também. Estava precisando de muita dose de humildade e não tenho medo de dizer isso", disse. O governador do Rio é criticado durante protestos desde o início das manifestações pelo País, em junho, mas, ao contrário de outros políticos, permanece sendo alvo de atos quase diários. Desde o último domingo, um grupo de manifestantes está acampado nas imediações da casa de Cabral, sem a intenção de sair. Na próxima quinta-feira deve ocorrer um protesto no mesmo local, agendado por meio da internet.
