BRASÍLIA - No momento em que cresce no Senado a discussão da volta do financiamento privado de campanha, o líder do DEM , senador Ronaldo Caiado (GO), apresentou nesta terça-feira na reunião de líderes no gabinete do presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE), sua proposta de votação de um projeto de lei que transfere o horário eleitoral gratuito apenas às emissoras de TVs e rádios públicas. O dinheiro economizado com o fim das isenções fiscais concedidas aos canais que transmitiam as propagandas partidárias gratuitas, nas emissoras privadas, cerca de R$1 bilhão, comporia um Fundo Especial de Financiamento de Campanha.
Segundo Caiado o projeto seria uma contrapartida à ideia de criação de um fundo com recursos públicos e que pode chegar a custar R$ 3,5 bilhões. O senador propõe que o dinheiro economizado seja transferido para um novo fundo em que o eleitor tenha a prerrogativa de destinar a sua parcela proporcional ao partido ou candidato de sua preferência. O restante seria dividido de acordo com regras que asseguram a proporcionalidade partidária.
— Não adianta falar em aumento de gastos para eleições em um momento de total descrédito da população com a classe política. O que eu defendo é que o foco maior de nossa reforma seja dar mais transparência, mais participação e mais responsabilidade ao eleitor na questão do financiamento de campanha. Este tem sido o mal maior de nosso modelo eleitoral, criador de inúmeros escândalos e CPIs ao longo dos anos. Se trata de uma proposta ousada mas necessária para buscarmos uma maior sintonia com a sociedade no processo eleitoral, com uma maior participação — defendeu Caiado.
O líder do DEM diz que o montante do fundo pode chegar a R$ 2,5 bilhões com outros recursos, como de multas partidárias, por exemplo

