O segundo vídeo da série Enfrentamento à Desinformação, lançado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que, ao longo do tempo, a expressão fake news ganhou conotação pejorativa e passou a ser utilizada para desqualificar qualquer coisa. Por isso, a grande maioria dos especialistas defende a utilização da expressão “desinformação” no lugar de fake news.

Para a coordenadora do Projeto Credibilidade e ex-presidente do Projeto Projor, Angela Pimenta, usar o termo fake news para rotular a desinformação, a má informação e a informação errada ou equivocada é um atentado ao ofício jornalístico e, por extensão, à democracia. “Maus políticos no mundo inteiro têm tentado rebater informações que não são favoráveis a eles com esse nome [fake news]. Isso também pode incitar a perseguição de jornalistas tentando fazer o seu trabalho”, alerta.
Na visão da advogada especializada em liberdade de expressão e internet Taís Gasparian, o termo fake news é ambíguo, impreciso e utilizado por políticos para desacreditar a imprensa. Para o professor de Direito Eleitoral, Diogo Rais, a expressão acabou ganhando uma conotação pejorativa e se transformou numa espécie de arma para desqualificar o emissor.
Daniel Bramatti, presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), recomenda que o termo fake news não seja utilizado em matérias jornalísticas, por abarcar uma quantidade muito grande de elementos que simulam uma notícia, mas que não necessariamente sejam notícias.



Série de vídeo s
Produzida pelo Núcleo de TV da Assessoria de Comunicação (Ascom) do TSE, a série de cinco vídeos acerca do enfrentamento da desinformação traz depoimentos de especialistas nacionais e internacionais que participaram do Seminário Internacional Fake News e Eleições, realizado em maio deste ano pela Corte Eleitoral com o apoio da União Europeia.
Confira, no canal do TSE no YouTube, os vídeos já publicados da série. O tema da próxima semana será a importância da identificação de notícias falsas.

