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Casas Pernambucanas é multada em R$ 2,5 milhões por trabalho escravo

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De acordo com a Rede Record, a Justiça do Trabalho condenou a rede de lojas Pernambucanas a pagar uma multa de R$ 2,5 milhões por utilizar mão de obra escrava na produção de roupas comercializadas pela empresa. A ação do Ministério Público do Trabalho de São Paulo foi movida em 2013, após dois flagrantes de trabalho considerado análogo ao escravo envolvendo imigrantes.

 Na sentença, o juiz Marcelo Donizeti Barbosa argumentou que a Pernambucanas “se beneficiou dessa situação [mão de obra escrava], pelo resultado econômico direto que lhe possibilitava”.  As peças produzidas por esses imigrantes eram de duas marcas: Argonaut e Vanguard.

As oficinas de costura que abasteciam o estoque da Pernambucanas mantinham trabalhadores do Peru, Bolívia e Paraguai em condições degradantes de trabalho. Os locais foram descoberto por fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego entre 2010 e 2011. Os imigrantes trabalhavam mais de 14 horas por dia, não tinham registro em carteira, e recebiam entre R$ 0,20 e R$ 0,50 por peça costurada. Desse valor, eram descontados gastos com alimentação e até o transporte do País de origem deles.

Segundo o Ministério Público do Trabalho, a empresa foi notificada para adotar providências imediatas para resolver as irregularidades envolvendo os trabalhadores. Porém, segundo os procuradores, a Pernambucanas se recusou a reconhecer a responsabilidade que tinha, já que somente comprava as peças de fornecedores.

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