O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro retomou nesta quarta-feira (3) o julgamento do caso Henry Borel, no décimo dia de sessão, com o início da fase de debates entre acusação e defesa. O Ministério Público passou a contestar as teses apresentadas pelos réus e endureceu o tom contra o ex-vereador Jairinho e a mãe da criança, Monique Medeiros.
Durante a sustentação, a promotoria classificou Jairinho como “psicopata” e afirmou que ele teria praticado agressões recorrentes contra o menino Henry. “Ele batia em crianças, dava ‘bandas’, xingava e agia com violência constante”, disse o representante do Ministério Público, ao citar também depoimentos de ex-namoradas e de uma ex-enteada que relataram episódios semelhantes.
Em relação a Monique, o Ministério Público afirmou que a ré teria agido de forma consciente ao não impedir as agressões, rejeitando a tese de “cegueira emocional” apresentada pela defesa. “Ela não poderia ignorar os sinais, especialmente por sua experiência profissional”, sustentou a acusação, ao apontar que a mãe teria priorizado o relacionamento com o então parlamentar.
A promotoria também questionou a conduta de Jairinho na madrugada do crime, destacando as ligações feitas à companheira mesmo estando no mesmo imóvel. “Por que tantas ligações se ambos estavam na mesma casa?”, questionou o Ministério Público durante o debate.
O julgamento prossegue no plenário do II Tribunal do Júri com a apresentação dos argumentos das defesas dos réus, enquanto o Conselho de Sentença deve decidir com base exclusivamente nas provas constantes nos autos, conforme reforçado pela acusação ao longo da sessão.



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