SÃO PAULO - A campanha do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) prepara uma ofensiva na internet para tentar manter a mobilização dos eleitores e evitar perda de votos neste primeiro turno. A partir desta sexta-feira, começam a ser divulgados vídeosinéditos de Bolsonaro na redes sociais. O material foi gravado antes do ataque ao presidenciável, em Juiz de Fora, Minas Gerais, na semana passada.
A estratégia dos coordenadores é manter Bolsonaro ativo nas redes até o fim do primeiro turno e, com isso, pautar a militância para além do boletim médico, divulgado duas vezes ao dia.
Sem previsão de alta e com recomendação médica para que evite falar após realizar uma segunda cirurgia de emergência, Bolsonaro não poderá fazer, neste primeiro momento, transmissões ao vivo, como chegou a ser cogitado.
Antes da segunda operação, uma gravação estava confirmada para domingo, quando Bolsonaro faria no hospital vídeos curtos de campanha. Com a alteração do quadro de saúde do candidato, ainda não há confirmação de que a captação de imagens se realizará.
Com a inviabilidade de novas gravações por enquanto, a campanha utilizará vídeos produzidos no início da campanha e imagens de arquivos. Serão duas séries de vídeos: a primeira é batizada de “Pensando o Brasil”, em que Bolsonaro apresentará, de forma genérica, o que deve ter em seu plano de governo. Em um deles, defende a "desregulamentação de muita coisa".
Em outro vídeo, chamado de “Desmistificando o Mito”, a campanha busca contestar rótulos de homofóbico, racista e machista atribuídos ao candidato do PSL. No primeiro da série, o material começa com a pergunta: “Bolsonaro é homofóbico?” Em seguida, o candidato aparece na plateia de um show de humor sendo abraçado e beijado pelo promoter Amin Kadher.
A campanha ainda prepara um aplicativo para smartphones para que os seguidores possam "fazer" selfie com Bolsonaro.
Também nessa sexta-feira, a campanha começa a distribuir, via redes sociais, uma carta em que garante que, se eleito, não haverá qualqyuer proposta com a finalidade de retirar direitos individuais já conquistados por lei. "Nos limites de nossa Constituição e leis, o futuro governo de Bolsonaro garantirá a cada brasileiro o direito de viver da forma como bem entender, com toda autonomia", diz o documento.

