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Convenção do PMDB vai oficializar novo nome e adoção de compliance

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BRASÍLIA - O marcou para o dia dia 19 de dezembro sua em que oficializaráa mudança de nome do partido, retornando ao antigo Movimento Democrático Brasileiro (), da época de ícones da redemocratização, como Ulysses Guimarães e Teotônio Vilela.

Outra iniciativa — que já foi anunciada também pelo PSDB, para recuperar a confiança perdida do eleitor — será a contratação de uma empresa de auditoria para fiscalizar regras de e combate a corrupção no partido. Por fim, a convenção do PMDB irá incluir no novo estatuto as regras de distribuição dos recursos do novo fundo eleitoral para financiamento das campanhas.

— Teremos acompanhamento através de uma empresa que vai ser licitada para dar transparência e funcionamento das normas e dos filiados — explicou o presidente do partido, senador Romero Jucá, após reunião da Executiva nacional do partido na tarde desta .

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco, disse que todo o esforço de boa governança será no sentido de manter a confiança do eleitor.

— Quando laços de confiança com o eleitor são quebrados, é preciso adorar medidas para restabelecê-los — ressaltou.

Questionado se a adoção dessas regras de transparência e fiscalização no PMDB não chegaram tarde, depois “da porta arrombada”, Moreira disse que não.

— Claro que resolve. As medidas de mudança de comportamento de hábito sempre ocorrem quando se passa dos limites adequados. As regras de compliance darão mais transparência aos processos decisórios. Hoje todos os partidos precisam disso — disse Moreira.

O ministro de Temer disse ser preciso pensar o próprio modelo político atual, pois com uma Constituição parlamentarista e um regime presidencialista, é impossível que o Presidente da República tenha garantia do apoio do seu próprio partido para formar uma base sólida. E concordou com o programa do PSDB, criado pelo ex-presidente Tasso Jereissatti (CE), que criticou o “governo de cooptação”.

— Esse discurso não é do Tasso. É consequência do próprio processo de transformação político. Há um descasamento da Constituição parlamentarista com o governo presidencialista. Fernando Henrique Cardoso chamou de governo de coalizão. Mas as coisas não andaram bem e no governo Lula o descompasso se aprofundou. Deixou de ser presidencialismo de coalizão para ser de cooptação. É preciso encontrar um caminho que restabeleça as regras do regime democrático. É impossível formar uma base sólida com 40 partidos — disse Moreira Franco.

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