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Coordenador de comunicação de Niterói recebia mesada de R$ 20 mil

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RIO. O marqueteiro Renato Pereira contou em seu acordo de colaboração premiada que o atual coordenador de Eventos da Prefeitura de Niterói, André Felipe Gagliano Alves, solicitou e recebeu mesada de R$ 20 mil por quase três anos para garantir o beneficiamento à agência Prole na prefeitura. Glagliano, que a época era coordenador de Comunicação do município, nega.

No acordo de colaboração homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Pereira contou que Galliano atuou diretamente para que a Prole fosse escolhida agência responsável pela comunicação oficial da prefeitura e, até julho de 2016 recebeu R$ 20 mil mensais. Segundo o marqueteiro, os valores eram entregues por seu sócio, William Passos.

Contratos divulgados no portal da prefeitura de Niterói mostram que era Gagliano Alves quem assinava os contratos com a Prole como representante do município. Na época do pedido, ele era coordenador geral de comunicação da administração municipal.

Gagliano Alves já ocupou o cargo de secretário extraordinário de relações institucionais da prefeitura. No início dos anos 2010, foi assessor parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, no gabinete da então deputada estadual Jurema Batista (PT).

Em seu acordo de colaboração premiada, Renato Pereira contou também que o secretario de obras de Niterói, Domício Mascarenhas de Andrade, recebia R$ 60 mil mensais para compor o que Pereira classificou como “caixa 2 da prefeitura”. No entanto, os pagamentos teriam cessado no fim de 2013, mesmo ano em que teriam começado.

Gagliano disse que nega enfaticamente as acusações e afirmou ao Globo que nunca tratou ou recebeu recurso de William, sócio da Prole, e nem de qualquer outra pessoa da empresa.

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