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CPI da JBS não vota requerimentos sobre políticos e relator diz não ver necessidade

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BRASÍLIA — A terminou sua sessão sem votar os requerimentos sobre a convocação de políticos como os ex-presidentes Luiz Inácio da Silva, o ministro da Fazenda, , o ex-ministro e o ex-presidente da Câmara . A justificativa para não votar foi a falta de parlamentares presentes, mas o fato é que não há interesse em enfrentar o tema.

O relator da CPI, (PMDB-MS), deixou isso clara ao sair da sessão, e afirmou que os políticos já estão sendo investigados:

— Já tem TCU, PGR, Supremo investigando (os políticos). Quem não está sendo investigado por ninguém é essa antiga cúpula da PGR — disse Marun ao GLOBO.

O peemedebista afirmou que deseja ouvir apenas o ex-procurador-geral Rodrigo Janot, que foi convidado para prestar depoimentos. Marun vai pedir somente alguns dados a escritórios de advocacias envolvidos no caso e pretende encerrar seu relatório.

A CPI tem duração até o dia 22 de dezembro. O presidente da comissão, Ataídes Oliveira (PSDB-TO), colocou os requerimentos novamente na pauta da próxima semana e afirmou que pode haver uma prorrogação dos trabalhos, o que exigiria a coleta de 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado.

— Há uma possibilidade de dilatar o prazo. Tem que haver concordância. Não descarto a possibilidade de prorrogar. Minha vontade é prorrogar — disse Ataídes.

Durante a sessão, porém, não houve qualquer movimentação efetiva de votar os requerimentos. A certa altura, o deputado João Gualberto (PSDB-GO) repetiu seu desejo pela votação, mas Ataídes ponderou que o número de parlamentares presentes não era suficiente para uma verificação de quórum e a tentativa de votar naquele momento poderia atrapalhar o depoimento de Marcello Miller, que falou por seis horas. No final, com a ausência de parlamentares da base, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) também pediu a votação, já sabendo que a solicitação não seria atendida.

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