BRASÍLIA - A ouve nesta terça-feira o procurador que chegou a ser preso após a delação dos executivos da empresa acusado de repassar informações sigilosas ao grupo empresarial. Apesar das acusações contra ele, o interesse dos parlamentares no depoimento é por ouvir dele acusações contra o ex-procurador-geral da República e sua equipe. A sessão começou às 10h12.
Villela foi preso após ter repassado a um advogado ligado à JBS (Willer Thomaz) o áudio de uma reunião na qual outro procurador negociava uma delação com um ex-sócio de Joesley Batista. O procurador foi acusado de receber uma mesada de R$ 50 mil por meio deste advogado. Ele foi flagrado em uma ação controlada se reunindo com o diretor jurídico da JBS, Francisco de Assis e Silva.
Ele nega ter praticado qualquer ilegalidade e diz que o repasse da informação foi uma tentativa de pressionar Joesley a fazer delação. Villela diz ter sido perseguido por Janot porque o grupo ligado ao ex-procurador o via como apoiador de Raquel Dodge na sucessão interna da PGR. Ele acusou Janot de acelerar a delação da JBS com o objetivo de derrubar o presidente Michel Temer e impedir a nomeação de Dodge.
