O Tribunal de Justiça do Tocantins determinou que o pecuarista Flediney C. mantenha distância de pelo menos 300 metros de um menino indígena de seis anos e de sua família. A decisão judicial atende a um pedido do Ministério Público Estadual, após denúncias de que o homem teria queimado a criança com um ferro de marcar gado.
O caso chocante ocorreu no início de outubro, na Aldeia Macaúba, localizada na Ilha do Bananal, zona rural de Pium. Segundo o boletim de ocorrência, o menino estava brincando próximo a uma propriedade rural quando foi agredido pelo pecuarista. A motivação para o crime ainda é desconhecida.
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a Defensoria Pública do Tocantins tomaram conhecimento do caso após uma visita à comunidade indígena no dia 18 de outubro. Diante da gravidade das acusações, o Ministério Público ingressou com uma ação judicial para garantir a proteção da criança e de sua família.
A Polícia Civil de Pium investiga o caso e busca esclarecer todos os detalhes do ocorrido. A ocorrência foi inicialmente registrada em uma delegacia do Mato Grosso, que encaminhou o caso para o Tocantins.

