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Cunha recebe registro de infração na ficha criminal após se recusar a fazer exame de aneurisma

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CURITIBA — Por negar-se a ser submetido a um procedimento médico, o ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) recebeu um registro de infração disciplinar leve na ficha criminal.

Na terça-feira, Cunha surpreendeu a defesa ao que sofre de aneurisma, mesmo problema que levou a ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva a um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e à morte. Cunha, no entanto, se recusou a fazer exames de imagem para identificar a existência de aneurisma cerebral, sugeridos pelo Departamento Penitenciário do Complexo Médico Penal (CMP).

— Ele pode exigir um médico particular para determinado problema. Mas eu, como chefe de sua custódia, posso determinar que ele faça um exame — disse chefe do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), Luiz Alberto Cartaxo, para quem a punição a Cunha pode ser comparada a "uma nota vermelha no boletim".

Os advogados do peemedebista pediram à família os exames que teriam detectado aneurisma cerebral. Segundo a defesa, a família informou que existem, inclusive, exames e avaliações feitos por um hospital americano.

Para o chefe do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), o fato de o ex-deputado ser portador de aneurisma "não exclui sua custódia". Segundo Cartaxo, em 21 de dezembro do ano passado, dois dias depois de chegar ao Complexo Médico Penal (CMP), em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, Cunha foi submetido a uma entrevista com médico. Na ocasião, ele teria relatado ter diversas enfermidades decorrentes de pressão alta e origem cardiovascular, entre elas um aneurisma cerebral.

— A médica que o atendeu disse que ele deveria pedir a advogados e à família que encaminhassem exames e orientações sobre o tratamento que lhe cabe (...). Ele toma medicamentos para pressão alta e problemas vasculares, o que não o impede de ter uma vida normal. Ser portador da doença não exclui sua custódia. Ele teria a mesma condição de ruptura dirigindo um carro, andando de ônibus, estando em casa ou passeando de helicóptero. O que tem que ser controlado em relação à saúde dele é sua pressão arterial — afirmou Cartaxo, para quem o ex-deputado foi “oportunista” ao “usar o momento psicológico da morte da esposa do Lula” para falar sobre seu aneurisma.

O diretor do Depen disse não ter chegado a solicitar ao juiz da 13ª Vara Federal em Curitiba, Sérgio Moro, a realização do exame, em função da recusa do paciente.

— Não comuniquei ao juiz sobre o pedido. Temos ótima relação, onde ele me informa: "os procedimentos que o senhor precisa tomar lá, o senhor só faça e me comunique” — disse Cartaxo.

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