A ministra da Família, Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves, deve indicar a ''antifeminista'' Sara Winter, de 26 anos, para a Secretaria Nacional da Mulher, informou o jornal O Globo nesta sexta-feira (8).
A jovem ficou conhecida nas redes sociais por ter fundado uma filial do grupo feminista ucraniano Femen no Brasil, em 2012, e depois se voltar contra o feminismo.
RESPOSTA DE WINTER
Nas redes sociais, Sara publicou uma nota confirmando que assumirá um cargo na Secretaria Nacional da Mulher, que será comandada pela ex-deputada federal Tia Eron.
Sara negou que será secretária, mas admitiu que cuidará de "políticas públicas para a maternidade" na pasta.
A ex-ativista feminista, que já se referiu a Damares como "segunda mãe", agora disse que a indicação para o cargo não se deve à sua relação pessoal com a ministra.
MAIS SOBRE SARA
Nas eleições passadas, concorrendo a uma vaga de deputada federal pelo DEM, na qual não conseguiu se eleger, Sara organizou um ato em favor de Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro, como resposta às manifestações do '#EleNão'.
Sara tem um passado de violência e reviravoltas, tendo histórico de violência familiar, abusos sexuais, e trabalhado como prostituta durante dez meses. Em 2014, apesar de já ter criticado o Big Brother Brasil publicamente no ano anterior, acusando o programa de causar alienação social, Sara se candidatou a uma vaga para o reality show - mas sem sucesso,. No mesmo ano, ela abandonou qualquer associação a grupos feministas e publicou vídeos no YouTube atacando o feminismo e pedindo desculpas aos cristãos.
Em seguida, publicou um livro chamado "Vadia não! Sete vezes que fui traída pelo feminismo".
Com o sonho de ingressar na carreira política, a jovem passou a se relacionar com personalidades conservadoras como o pastor Everaldo, além de Marco Feliciano e Jair Bolsonaro, e após a tentativa frustrada de se eleger deputada, deve assumir uma vaga na Secretaria Nacional da Mulher.





