BRASÍLIA - Cotado para continuar no governo mesmo que o oficialize o desembarque na convenção prevista para o dia 9 de dezembro, o ministro das Relações Exteriores, , rebateu declaração do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, ao sair da reunião da Executiva Nacional do partido nesta quinta-feira. Na manhã de ontem, . Já o chanceler garante que o PSDB ainda apoia o presidente Michel Temer. Para ele, a fala de Padilha foi mal interpretada.
— O PSDB apoia o governo, não rompeu com o governo. Participação do governo ou não é uma decisão do presidente — disse Aloysio.
Aloysio também afirmou que manteria o cargo de ministro, mesmo se o PSDB oficializar seu desembarque do governo. Ele tem repetido que a manutenção ou não dos ministros só depende do presidente Michel Temer.
Neste sábado, Temer tem encontro marcado com o futuro presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, para acertar as saída dos ministros Antônio Imbassahy, da Secretaria Geral, e de Luislinda Valois, da secretaria de Direitos Humanos.
No entanto, Padilha disse que ministros tucanos podem continuar na cota pessoal do presidente. O "constrangimento", disse ele, seria se o ministro ocupasse o cargo "representando o partido".
Outro assunto que divide do PSDB e o governo é o apoio do partido à reforma da Previdência. A ala ligada aos chamados “cabeças pretas” resiste em apoiar a proposta do governo.
Na reunião da Executiva de hoje, vai ser debatido o criticado documento produzido pelo Instituto Teotônio Vilela com as novas diretrizes do PSDB para as eleições de 2018, o esboço do novo código de ética e o sistema de compliance, e o novo estatuto. Uma nova reunião acontecerá terça-feira exclusivamente para discutir a posição do partido sobre fechar questão para aprovar a reforma da previdência.

