BRASÍLIA. O acordo de delação do ex-ministro com a Polícia Federal deve ser nas próximas semanas, segundo disse ao GLOBO uma fonte vinculada ao caso. Nos depoimentos que prestou, ao longo da delação, Palocci mencionou o nome de executivos e políticos, mas nenhum deles com foro, ou seja, a responsabilidade sobre a homologação é do juiz , da 13ª Vara Federal, de Curitiba. As revelações do ex-ministro, se levadas adiante, devem resultar em inquéritos e até em novas operações com mais prisões.
Ministro da Fazenda no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministro da Casa Civil no primeiro governo da ex-presidente Dilma Rousseff, Palocci era, até recentemente, um dos petistas mais influentes no cenário político e econômico do país. A informação sobre o desfecho do acordo do ex-ministro . Palocci negociou com a Polícia Federal depois de tentar, sem sucesso, se acertar com procuradores da Lava-Jato.
Num primeiro momento, procuradores entenderam que as acusações do ex-ministro careciam de provas. Numa segunda etapa, para convencer delegados da PF, Palocci teria aprofundado a delação e apresentado mais indícios para confirmar o teor dos relatos sobre relações nada republicanas de que participou ou teve conhecimento.
