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Delator da J&F fica em silêncio em depoimento sobre Decreto dos Portos

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BRASÍLIA — O ex-executivo e delator da J&F ficou em silêncio durante o depoimento que prestou na tarde desta quarta-feira na sede da Polícia Federal, em Brasília. Ele foi chamado para falar no inquérito que apura irregularidades no , assinado em 2017, e o suposto pagamento de propina ao presidente para beneficiar a empresa portuária Rodrimar.

O depoimento durou pouco mais de duas horas e foi conduzido pelo delegado Cleyber Malta Lopes, responsável pela investigação. Após a oitiva, Saud se reuniu alguns minutos com o seu advogado e depois seguiu para o presídio da Papuda, onde está preso.

Ele foi levado por volta das 14h30 para a sede da PF, em um carro não identificado da corporação, e deixou o prédio no mesmo veículo, às 18h. O ex-executivo está preso desde setembro, quando os benefícios de sua delação foram suspensos após áudios virem à tona levantando a suspeita de que irregularidades foram praticadas na negociação da delação da J&F.

Em sua delação, Saud afirmou que o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures sugeriu Ricardo Mesquita, executivo da Rodrimar, como intermediário da propina que a J&F estava oferecendo. Mesquita também aparece em um encontro, em São Paulo, entre Saud e Loures, de acordo com uma conversa entre os dois que foi gravada e integra a delação da J&F.

O ex-deputado já foi ouvido no mesmo inquérito, .

Temer também será interrogado, mas, por ser presidente, tem a prerrogativa de responder os questionamentos por escrito. .

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