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Deputado preso apresentou projeto para que detentos e empresas financiem reformas de cadeias

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BRASÍLIA - após ser impedido de entrar no Paraguai, o deputado (PSD-SC) é autor de um projeto de lei que visa permitir que os próprios detentos e a iniciativa privada financiem nos . A matéria foi apresentada pelo parlamentar há menos de um ano, em março de 2017.

"Com o objetivo de criar uma medida que possa aliviar o caos estalados em nossos presídios, a presente proposição legislativa visa permitir que o detendo, ou ente da iniciativa privada, doe os recursos necessários para reformar os estabelecimentos prisionais. Ou seja, é uma forma de propiciar mais recursos para socorrer o sistema carcerário brasileiro", afirma Rodrigues, ao justificar a apresentação do projeto.

A preocupação do deputado com o "caos" dos presídios contraria o discurso que ele adota como bandeira. "Vejo determinado parlamentar dizer: ‘Encher os presídios não resolve’. Mas matar inocentes resolve? Não importa se é para um milhão ou dois bilhões de detentos que este país vá!”, defendeu, certa vez, em discurso inflamado. Sobre a "bandidagem", já declarou: “Esse povo tem que sair de circulação por bem ou por mal”.

Rodrigues foi condenado por fraude em licitação quando era prefeito interino da cidade catarinense de Pinhalzinho. Segundo a PF, o parlamentar foi detido no aeroporto de Guarulhos nesta quinta-feira, depois de ser impedido de entrar no Paraguai. Ele deve ser transferido para Brasília em um vôo comercial ao longo do dia.

O nome de Rodrigues foi colocado na lista da difusão vermelha da Interpol como procurado pela Justiça na tarde de quarta-feira. O pedido foi feito depois que policiais federais descobriram que o parlamentar cancelou uma viagem de Orlando para o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, e comprou a volta dos Estados Unidos para Assunção, capital do Paraguai. Segundo o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, chefe da PF no Aeroporto de Guarulhos, Rodrigues pretendia passar quatro dias no país vizinho.

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