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Desdobramentos da Lava-jato não foram paralisados após morte de Teori

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BRASÍLIA — Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para definir o próximo relator da Lava-Jato, assumindo 40 inquéritos e três ações penais, outras investigações que surgiram como desdobramentos da operação andam normalmente. Há ao menos oito inquéritos que estão no gabinete de outros ministros e, por isso, não foram afetados pela morte do ministro Teori Zavacki, relator da Lava-Jato.

Os procedimentos que dizem respeito à Petrobras ficaram com Teori. Mas outros inquéritos foram redistribuídos. O primeiro deles foi o que investiga a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), por suspeita de ter recebido propina da empresa Consist. O caso foi distribuído para o ministro Dias Toffoli em 22 de setembro de 2015. No dia seguinte, o STF entendeu que o caso poderia ser desvinculado da Lava-Jato. Assim, além de o inquérito ficar com Toffoli, as investigações em primeira instância foram deslocadas do juiz federal Sérgio Moro, de Curitiba, para a Justiça Federal de São Paulo.

O procurador-geral da República foi contra, mas, por sete votos a três, o STF resolveu fatiar a Lava-Jato. Entre os favoráveis à medida estava o próprio Teori, já sobrecarregado com processos relacionados à Petrobras.

O GLOBO localizou posteriormente outros nove inquéritos que chegaram ao STF decorrentes da Lava-Jato e que foram para outros ministros. Deles, sete continuam na Corte e dois foram para outros tribunais.

Em 22 de setembro de 2015, o ministro Celso de Mello abriu dois inquéritos para investigar o então ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), suspeitos de terem cometido crime eleitoral de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Os indícios contra os dois surgiram a partir de depoimentos prestados em delação premiada pelo empreiteiro Ricardo Pessoa, que citou repasses para as campanhas de ambas. As investigações foram abertas a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Posteriormente, Mercadante perdeu o cargo e a invesigação foi remetida para a primeira instância.

Todos os envolvidos nos inquéritos negam irregularidades.

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