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Diretora executiva da Petrobrás diz que adotará método de avaliação de poluentes mais rigoroso

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BRASÍLIA - Após a revelação de que o , a diretora executiva de Exploração e Produção da estatal, Solange da Sivla Guedes, deu sua versão do caso. Segundo ela, os métodos usados para analisar o teor de óleo e graxa na água são os aprovados pelo Conama. Mas ela também afirma que fará fará transição do método utilizado hoje para o apontado pelo Ibama, mais rigoroso.

Não houve nenhuma mudança na legislação, mas há uma discussão sobre o método. Pela lei, podemos fazer do jeito A ou B. O Ibama quer que a gente faça do jeito B, e concordo que isso é uma evolução natural do processo da condução das questões ambientais no Brasil.

Discordamos de uma forma muito forte de diversos termos apontados nesse relatório. Discordamos que haveria uma ação de falta de transparência da Petrobras. Não é essa a natureza da companhia. Trabalhamos de forma muito colaborativa com os órgãos de controle. Entendemos que nós, como companhia brasileira, somos a primeira a querer que haja evolução e temos compromisso com isso.

Historicamente a Petrobras faz as análises por um determinado critério. A partir de 2015, o Ibama passou a discutir conosco um método mais rigoroso, mais detalhado, para evoluirmos. Recentemente, concordamos que talvez fosse bom para a indústria de uma forma geral que a Petrobras migre para essa outra forma de análise.

Há um acordo de assinarmos esse termo de compromisso em que estabeleceremos quando e como fazer (a mudança do método de análise) para realizar uma transição suave entre a forma como está hoje, que é totalmente licenciada e reconhecida pelo Ibama, e a que será adotada. Nossa expectativa é que o documento seja assinado nas próximas semanas.

Obviamente temos muitos técnicos qualificados no nosso centro de pesquisa que, num primeiro momento, discutiram com o Ibama pontos de vista de como migrar e talvez isso tenha sido percebido como uma resistência, mas decididamente não foi.

Sempre trabalhamos dentro das opções de análises aprovadas pelo Conama. A gente trabalhou historicamente com o método F (que usa filtro adicional de sílica-gel). O Ibama argumenta que a gente poderia migrar para o B (uma única filtragem) e acordamos.

Uma diferença dessa magnitude não está nos padrões com que operamos no dia a dia. Esse dado foi obtido porque o Ibama comparou nossa metodologia a outra que nem é prevista pelo Conama e nem é a que eles querem que a gente use.

Não temos. Estamos em período de transição. A partir do momento que a gente assinar o termo de compromisso com o Ibama mediremos o teor de óleo e graxa nos dois métodos e comunicaremos ao órgão.

Essa água tem uma espécie de luminescência, é uma característica que pode estar mais presente num campo de petróleo do que em outros. É importante distinguir isso de um derrame de petróleo no mar.

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