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Doria promete acompanhamento diário a dependentes químicos

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SÃO PAULO. Em meio à crise provocada pelas ações policiais na região da Cracolândia, o prefeito de São Paulo, João Doria, divulgou a doação de 20 mil cobertores para pessoas em situação de rua na manhã desta quinta-feira. Embora o intuito fosse divulgar a ajuda a moradores de rua, o foco das perguntas direcionadas ao prefeito na coletiva de imprensa foi direcionado para as ações recentes na Cracolândia. Mais uma vez, Doria afirmou que o espaço físico da Cracolândia acabou.

- Não implica em desconsiderar o problema do crack - afirmou o prefeito, que se reuniu com representantes do Ministério Público e autoridades nesta manhã para discutir o encaminhamento do projeto Redenção.

Segundo o tucano, dois grupos de trabalho vão realizar avaliações diárias com dependentes químicos cadastrados no programa, que ficará sob os cuidados do secretário de Governo, Julio Semeghini.

Patrícia Bezerra, da Secretaria de Direitos Humanos, entregou o cargo na noite desta quarta-feira após discordar das ações policiais realizadas na Cracolândia. Antes da demissão, Patrícia autorizou que manifestantes ocupassem o prédio onde fica localizada a secretaria.

- Lamentamos sua saída e compreendemos sua decisão - disse Doria sobre o pedido de demissão.

Questionado sobre liminar da pela Defensoria Pública proibindo a internação compulsoria dos dependentes químicos, como anunciado pela Prefeitura esta semana, o secretário de Justiça, Anderson Pomini, afirmou que o intuito nunca foi retirar pessoas da região à força.

- A prefeitura jamais pretendeu que isso ocorresse de forma compulsória, sem que as pessoas pudessem ir para outro lugar. A prefeitura jamais pretendeu demolir ou lacrar imóveis com habitantes dentro - justificou Pomini.

Em janeiro deste ano, o prefeito atualizou um decreto elaborado pela gestão anterior sem o parágrafo que proibia que colchões e cobertores fossem retirados de moradores de rua.

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