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Em delação, executivo diz que Russomano recebeu R$ 50 mil de última hora em 2010

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SÃO PAULO — O deputado federal Celso Russomano (PRB-SP) é mais um dos citados em delações feitas por ex-executivos da Odebrecht por ter recebido recurso via caixa 2 para financiar sua campanha. De acordo com depoimento do ex-diretor superintendente da empreiteira, Carlos Armando Paschoal ao Ministério Público Federal (MPF), um “representante” do congressita teria ido até o escritório da Odebrecht pedir R$ 50 mil para a campanha de 2010, quando Russomano concorrera ao governo do Estado de São Paulo.

Segundo Paschoal, ele foi procurado por esse “representante” no fim de setembro, poucos dias antes da eleição que ocorreria em outubro. O codinome usado para Russomano na empresa era Itacaré, relatou.

— A lógica me leva a pensar que aquele foi um pedido de última hora, meio de supetão. Porque foi feito R$ 50 mil em uma única parcela no último dia útil de setembro e a eleição já em outubro. Então, parece aquelas arrecadações para cobrir furo de campanha de última hora — afirmou ao procurador que o interrogava.

O ex-executivo disse que não lembrava o nome do representante que o procurou, mas acrescentou que no antigo prédio sede da Odebrecht, onde ocorreu o encontro, o controle de entradas e saídas era rígido.

Até a publicação deste texto, Russomano não havia retornado os contatos da reportagem.

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