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Em meio a reforma ministerial, Temer elogia equipe do primeiro escalão

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BRASÍLIA - Em meio a uma reforma ministerial, o presidente afirmou que não existem divergências no ministério. Nesta terça-feira, um dia antes da posse do deputado no , o governo ainda avalia fazer mais trocas na Esplanada dos Ministérios, incluindo o tucano (PSDB), que pode sair do Palácio do Planalto.

— Temos feito um trabalho harmônico, conjugado. Não há divergência no nosso ministério — disse o peemedebista, que depois elogiou a "qualidade" dos ministros.

— Quero, com muita alegria, dizer que tenho uma honra extraordinária de presidir o país neste momento, porque estou ancorado no ministério desse porte, dessa qualidade, e amparado no Congresso Nacional.

No último dia 13, após o pedido de demissão do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) do Ministério das Cidades, Temer afirmou que faria uma reforma ministerial dentro de um mês. A expectativa inicial no Planalto era que a mexida fosse ampla, sacando todos os ministros que fossem se candidatar nas eleições do ano que vem. Pela lei, eles teriam até o fim de março para sair da Esplanada.

Contudo, a base aliada reagiu e, até agora, a reforma foi pontual. Houve resistência das siglas em abrir mão de quatro meses de ministério e, consequentemente, de anunciar obras, liberar recursos para estados e municípios e estrelar eventos que podem se converter em palanque pré-eleitoral. Uma semana depois da saída do ministro das Cidades, só houve mudança neste ministério. Com apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Centrão, Alexandre Baldy toma posse nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto, na pasta que era de Araújo.

Enquanto isso, Antonio Imbassahy, ministro tucano do Planalto responsável pela articulação com o Congresso, pode perder o cargo. No próximo dia 9, o PSDB fará convenção nacional e decidirá se sai de vez do governo. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já pediu a saída da legenda da gestão Temer.

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, não quis detalhar se deve seguir no ministério de Temer. Tampouco esclareceu se será candidato em 2018. Esta seria uma linha de corte para a reforma ministerial.

— Eu atuo não sendo escravo da próxima eleição — disse, emendando que "o dia de amanhã não nos pertence", deixando em aberto sua permanência no governo.

Nesta terça-feira, o governo anunciou o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. O acesso do Sistema Nacional do Emprego (Sine) também foi liberado para o sistema operacional iOS — até então, só estava disponível no Android. O pedido do seguro-desemprego também passa a ser oferecido online.

Nogueira defendeu que trata-se de uma "revolucionária plataforma tecnológica" e prometeu redução de 70% no tempo de pagamento do seguro-desemprego.

Nos próximos dois dias, Temer tentará a terceira agenda positiva consecutiva no palácio: na quarta-feira, deverá ser lançado programa de governança pública, por meio de projeto de lei, ao passo que no dia seguinte deverá ser divulgado o programa Educação Conectada. Mais cedo na quinta-feira, Temer irá a Porto Velho (RO) inaugurar o Hospital de Câncer da Amazônia.

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