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Esquema de corrupção nos Portos dura há 20 anos, diz PF

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BRASÍLIA - Ao pedir as medidas cautelares contra os amigos de e outros investigados por suspeitas de corrupção no , a Polícia Federal apontou que há indícios de que a do setor portuário “para fins pessoais e eleitorais” perdura há mais de e está vigente até o dia de hoje. Para os investigadores, a peça central do esquema seria o ex-coronel , amigo pessoal de Temer há mais de trinta anos. “A Argeplan, agora oficialmente com o investigado João Batista Lima Filho como sócio, tem se capitalizado por meio do recebimento de recursos provenientes de outras empresas – as interessas na edição do denominado Decreto dos Portos – e distribuído tais recursos para os demais investigados”, assinalou Barroso em seu despacho, com referência às investigações da .

“Desse modo, os sócios dessas empresas devem ser trazidos para prestar esclarecimentos, inclusive sobre se possuem conhecimento quanto a eventual atuação de João Batista no favorecimento de empresas concessionárias do setor portuário e na solicitação de vantagens indevidas a empresários com finalidade de beneficiar agentes políticos, seja por doações de campanha formais ‘caixa 2’ ou mesmo sob forma de ‘propina’ direta, sem relação com campanhas eleitorais”, segue o ministro do Supremo.

A decisão de Barroso foi tomada com base nas diligências do inquérito instaurado ano passado, a partir da delação da JBS, para apurar suspeitas de favorecimento à Rodrimar no Decreto dos Portos do governo Temer como também informações do inquérito instaurado em 2011 a partir da denúncia da ex-mulher de Marcelo Azeredo, que presidiu a Companhia das Docas do Estado de São Paulo (Codesp), afirmando que Temer e Azeredo recebiam propinas de empresas que tinham contratos no Porto de Santos. Neste inquérito antigo foi encontrada uma planilha, mencionada na decisão de Barroso que autorizou a operação de hoje, com siglas como MT, MA E L “que permitem supor sejam o Excelentíssimo Senhor Presidente da República Michel Temer, Marcelo Azeredo, presidente da Codesp entre 1995 e 1998, indicado por ele, e o amigo pessoal do senhor presidente, João Batista Lima Filho”, segue Barroso em sua decisão.

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