Um estudo realizado por estudantes de Medicina da Universidade Regional Integrada (URI), em Erechim, no Rio Grande do Sul, identificou alterações em diferentes órgãos de ratos jovens expostos ao vapor de cigarros eletrônicos.
A pesquisa acompanhou 30 animais durante 30 dias. Metade deles foi exposta ao vapor do dispositivo duas vezes ao dia, enquanto os demais formaram o grupo de controle. O objetivo foi avaliar os impactos da inalação do vapor no organismo.

Após análises histológicas, bioquímicas e cardíacas, os pesquisadores encontraram sinais de inflamação e estresse oxidativo, além de alterações na estrutura do músculo cardíaco e redução da função do coração. Também foram observadas mudanças nos rins, com indícios de comprometimento da função renal, e redução do calibre da aorta, condição que pode favorecer problemas cardiovasculares no futuro.
Segundo os pesquisadores, os resultados reforçam que o cigarro eletrônico não é isento de riscos, mesmo em períodos curtos de exposição. O estudo também chama atenção para o consumo crescente desses dispositivos entre jovens, impulsionado pela presença de nicotina em altas concentrações e pelo potencial de dependência.
A equipe responsável trabalha agora na elaboração de um artigo científico e pretende ampliar as pesquisas para aprofundar o conhecimento sobre os efeitos do cigarro eletrônico na saúde.




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