A Polícia Federal deu novas informações sobre a prisão do ex-bombeiro Maxwell Corrêa, o “Suel”, suspeito de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco. Segundo o diretor da PF, Andrei Rodrigues, Suel foi quem vigiou Marielle e deu informações sobre cada passo dela para os assassinos.
"Já poderia adiantar que ele participou de ações de vigilância e acompanhamento da ex-vereadora e apoio logístico com os demais [participantes] de toda essa cadeia criminosa. Ele teve papel importante neste contexto inteiro. Antes e depois [do crime]".
Suel também é suspeito de ter ajudado o grupo criminoso a esconder e se desfazer das armas usadas na execução. O carro dele também foi usado para ocultar o arsenal.
Conforme o ministro da Justiça, Flávio Dino, Suel foi denunciado na delação premiada de outro suspeito, o ex-policial militar Élcio de Queiroz, que está preso em um presídio federal, assim como Ronnie Lessa, o PM reformado que seria responsável por efetuar os disparos de Marielle.
Élcio confessou que dirigia o carro que levou Lessa até Marielle e o motorista dela, Anderson Gomes, no momento da execução. "As provas colhidas e reanalisadas pela Polícia Federal de fevereiro pra cá confirmaram, de modo inequívoco, a participação do senhor Élcio e do senhor Ronnie, e isso conduziu à delação do Élcio”, disse Dino.
A operação de hoje encerra a etapa da investigação da execução do crime, segundo Dino. Contudo, a apuração em torno dos mandantes da morte da vereadora continuam e deve ter novos desdobramentos nos próximos dias, subsidiada com as provas colhidas nesta manhã durante cumprimento de mandados de busca e apreensão.
O ministro afirma que há outras pessoas envolvidas no duplo homicídio e que a PF vai seguir com os trabalhos para prender cada uma delas.



