SÃO PAULO — O ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque prestará depoimento ao juiz Sergio Moro na tarde desta sexta-feira, em Curitiba, em processo que envolve o ex-ministro Antonio Palocci. Indicado pelo PT ao cargo, existe uma expectativa de que ele confirme participação em negociação de percentual entre 0,9% e 1% de propina ao partido nos contratos da Sete Brasil com o Estaleiro Enseada do Paraguaçu, do qual fazia parte a Odebrecht.
Duque foi condenado em quatro ações da Lava-Jato com pena de mais de 50 anos de prisão. Ele é réu em pelo menos outros seis processos que estão em andamento na 13ª Vara Federal de Curitiba. Na mesma ação são também réus o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht, e o casal João Santana e Mônica Moura.
Preso desde março de 2015, o executivo não conseguiu negociar delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). Seus advogados pediram que fosse interrogado novamente para que possa colaborar com a Justiça na ação que envolve o ex-ministro da Fazenda.
A Sete Brasil é uma empresa constituída pela Petrobras, fundos de pensão e bancos privados para cuidar dos contratos do pré-sal. Segundo o MPF, seis contratos negociados pela companhia teriam sido obtidos por influência de Palocci, que nega a acusação.
O responsável pela defesa de Duque é o advogado Antonio Figueiredo Basto, que cuidou da delação do doleiro Alberto Youssef. Palocci t. O advogado Joséc Roberto Batochio, que vinha atuando com o ex-ministro, permanece no caso.

