BRASÍLIA - O ministro do Supremo Tribunal Federal (), reduziu o valor da finança de , ex-assessor do deputado (PMDB-BA), de 100 para 50 salários mínimos. Job, que chegou a dizer não ter condições financeiras para pagar esse valor, pediu que não fosse obrigado a desembolsar nenhum centavo, ou, ao menos, que a quantia fosse estipulada em 3,3 salários mínimos. Mas, segundo parecer da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ele tinha remuneração líquida mensal de R$ 14.334,28 como assessor parlamentar. Assim, ela sugere que ela venha ocultando patrimônio. As digitais de Job foram encontradas no "bunker" do ex-ministro Geddel Vieira Lima, irmão de Lúcio, em Salvador, onde foram achados R$ 51 milhões.
"Pois bem. Analisando-se suas declarações de imposto de renda, o resultado da pesquisa patrimonial feita pela PGR e o valor líquido de R$ 14.334,28 de seu salário sugerem que a situação de alguém, servidor público há 28 (vinte e oito) anos, remunerado ao longo desse período pelo equivalente há mais de quatorze mil reais, sem filhos ou dependentes, seria de patrimônio acumulado superior ao pouco mais de vinte mil reais que ele declara. O senso comum e o exercício das máximas de experiência sugerem a probabilidade de que Job Ribeiro Brandão oculte patrimônio pessoal dos órgãos oficiais", escreveu Dodge em parecer feito após pedido de Fachin.
O ministro também deu 48 horas para que Job e Gustavo Ferraz, ex-diretor-geral da Defesa Civil de Salvador, paguem a fiança, sob risco de terem a prisão domiciliar revogada e serem mandados para a prisão. As digitais de Gustavo também foram encontradas no "bunker" de Geddel.
"Para apurar sua situação financeira, em um passo seguinte, a assessoria desta PGR contatou os policiais federais responsáveis pelo cumprimento do mandado de busca e apreensão na casa de JOB para saber de sinais de riqueza. As informações ainda não oficiais, até mesmo pelo tempo recente daquela busca, são as de que se trata de local simples em que cada membro da família ocupa um pavimento", acrescentou a procuradora-geral da República em relação da Job.
Em decisão tomada há duas semanas, Fachin já tinha concordado com um parecer anterior de Raquel Dodge, no qual ela pediu a decretação de medidas cautelares contra Job, como a prisão domiciliar. Além do pagamento da fiança, ele não poderá usar telefone ou internet ou manter contato com outros investigados e também deverá ficar sob monitoramento eletrônico em casa.
Também há duas semanas, Fachin concordou com o parecer Dodge em outros dois pontos. Ele manteve a prisão preventiva de Geddel. E determinou a conversão da prisão preventiva de Gustavo Ferraz em prisão domiciliar.

