BRASÍLIA - Apesar de todas as dificuldades que a aprovação da enfrenta, o presidente interino da Câmara, André Fufuca (PP-MA), permanece firme na missão de levar a votação a cabo na semana que vem, enquanto ainda estará no comando da Casa. Diante da impossibilidade de a matéria ser votada ontem, como estava previsto, Fufuca resolveu marcar três sessões para a próxima semana, quando haverá o feriado da Independência do Brasil. O jovem de 28 anos que assumiu o posto no lugar de Rodrigo Maia (DEM-RJ), que está como presidente da República no lugar de Michel Temer (em viagem à China), convocou os deputados para sessões na segunda (04/09), terça (05/09) e quarta (06/09).
— Convocamos sessão para segunda, terça e quarta justamente para podermos colocar adiante essa questão. A sociedade está ansiosa, o Congresso tem que mostrar uma resposta e nós iremos tentar na próxima semana.O feriado é no dia 7, estão convocadas três sessões na segunda, na terça e na quarta. O Congresso não irá se furtar de apresentar e defender a reforma política. Acredito que ela será votada — disse Fufuca na manhã desta quinta-feira.
Ontem deputados e senadores vararam a madrugada para votar a nova meta fiscal, mas não concluíram a votação. Uma sessão do Congresso está marcada para terça-feira que vem às 19h para retomar o tema. A Câmara então terá de se desdobrar para votar a reforma política antes do feriado e em meio ao retorno da votação da meta fiscal. Não será fácil. A reforma política está longe de ser consenso entre os partidos. Há duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) na pauta, e nenhuma das duas parece ter o apoio necessário para ser aprovada.
Fufuca também comentou sobre a possibilidade de o procurador geral da República, Rodrigo Janot, enviar uma nova denúncia criminal contra o presidente Michel Temer enquanto ele estiver no posto de presidente da Câmara. Caso isso aconteça, a Câmara tem que dar encaminhamento à acusação, como aconteceu entre julho e agosto, quando os deputados rejeitaram a denúncia por corrupção passiva que Janot apresentou contra Temer.
— Não tem segredo, se a denúncia for feita enquanto eu estiver na interinidade nós daremos prosseguimento no que diz o regimento da Casa — disse Fufuca

