O pedido do governo federal para zerar o ICMS sobre produtos da cesta básica gerou reações divergentes entre os governadores. Enquanto alguns estados, como o Maranhão, já adotam medidas progressivas para reduzir a carga tributária sobre alimentos essenciais, outros, como o Espírito Santo, preferem avaliar os impactos financeiros antes de tomar uma decisão. A medida visa aliviar o custo da alimentação, mas enfrenta desafios de implementação e eficácia.
No Paraná, a isenção do ICMS sobre a cesta básica já está em vigor desde 2019, sendo destacada como um modelo de referência pelo governador Ratinho Júnior. Por outro lado, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, criticou a proposta, classificando-a como uma tentativa de desviar a atenção de problemas econômicos. Ele argumenta que a medida é ineficaz e não resolve os desafios enfrentados pela população.
Governadores como Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, também expressaram ceticismo, apontando que a isenção teria impacto limitado, já que poucos brasileiros consomem alimentos importados. A discussão reflete a complexidade de equilibrar políticas fiscais com a necessidade de reduzir os preços dos alimentos e atender às demandas da população.


