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Granero chama de desatenção omissão do nome de Lula em contrato de acervo

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SÃO PAULO. Em depoimento ao juiz Sérgio Moro nesta quinta-feira, o executivo da transportadora Granero, Emerson Granero, chamou de “desatenção” a omissão do nome do petista do contrato celebrado para a armazenagem do acervo de dois de seus governos (2002-2006 e 2006-2010). De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), nos documentos que se referiam a prestação do serviço, a transportadora descreveu os objetos como “material de escritório da construtora OAS”.

O executivo foi arrolado como testemunha de defesa de Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, que é réu na ação da Lava-Jato que apura o transporte do acervo de Lula. Os custos foram pagos pela OAS.

Segundo o executivo, desde 2010, quando Lula deixou o governo, a transportadora tinha conhecimento de que o serviço contratado era para guardar os bens pessoais e documentos de Lula. Contudo, como a OAS passou a pagar pelos serviços na condição de apoiadora houve, nas palavras de Emerson Granero, uma “falta de cuidado” da empresa ao escrever no contrato que os bens pertenciam à construtora.

— Não atentamos que isso significaria problemas com os objetos — disse o presidente da Granero.

Ele contou que a transportadora foi procurada por Okamotto para prestar serviço de armazenagem da parte climatizada do acervo, o que foi guardado em dois caminhões. O contrato custou de R$ 21 mil por mês ao longo de cinco anos.

A ação penal investiga se a OAS usou doações ao Instituto Lula para transferir dinheiro de propina na Petrobras. Okamoto é acusado de lavagem de dinheiro na Lava-Jato, pelos pagamentos feitos pela OAS à Granero para armazenar itens do acervo do ex-presidente Lula. Já o ex-presidente petista é acusado de receber benefícios da empreiteira também com o tríplex no Guarujá, incluindo reformas e móveis planejados. Ambos negam as acusações.

Na mesma ação, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também prestou depoimento hoje como testemunha de defesa de Okamotto.

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