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Guedes já tem acordo por independência do Banco Central

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Paulo Guedes, futuro ministro da Fazenda de Jair Bolsonaro, já combinou com o presidente eleito: o projeto que torna o Banco Central (BC) independente será prioridade.

Há 30 anos Guedes defende o BC independente, com mandatos não coincidentes com os do presidente da República — já havia, inclusive, essa proposta no programa de governo (elaborado por Guedes) de Afif Domingos, candidato à Presidência em 1989.

O objeto do desejo do “Posto Ipiranga” é que Ilan Goldfajn permaneça no comando do BC. Cairia como uma luva: Ilan ficaria no cargo sob Michel Temer por dois anos e por mais dois anos no governo Bolsonaro. Mas, atenção: Ilan não foi convidado ainda (assim como ninguém foi ainda nem sondado para a presidência do BNDES).

Ao menos na equipe econômica, o que Guedes tem dito aos mais próximos é que são duas as condições obrigatórias para que um quadro do governo Temer permaneça: ter um excelente desempenho e motivação para seguir com o novo governo. Ilan com sobras preenche o primeiro requisito. Não se sabe se cumpre o segundo.

Apesar das idas e vindas de Bolsonaro em relação ao Ministério da Indústria e Comércio, o que Guedes tem garantido a interlocutores é que ele será mesmo extinto. Vai virar uma supersecretaria integrada ao Ministério da Fazenda.

Para comandá-la, vai convidar um empresário sem relação com o governo e nem com relações próximas de entidades como a CNI. Aliás, Paulo Guedes costuma referir-se à CNI como uma turma que ainda está “nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial”. Ou seja, são empresários estão fora do seu tempo, exageradamente protecionistas.

O liberal Guedes vai abrir a economia. Mas não de supetão. A empresários, tem garantido que não é “louco de fazer isso numa velocidade que as empresas não aguentem o tranco”.

Na página 17, a Economia no governo Bolsonaro

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