BRASÍLIA - O paciente Carlos Giovani Sirilo, que levou um tiro no maxilar durante o protesto da quarta-feira, segue internado, sedado e respirando por aparelhos na Unidade de Terapia Intensiva de Trauma do Hospital de Base, em Brasília. O homem de 61 anos, morador de Minas Gerais, continua com a bala alojada próximo a uma carótida, artéria importante do corpo. A equipe médica considera arriscado retirar o projétil do corpo de Sirilo.
Um inquérito policial militar (IPM) foi instaurado para investigar dois policiais flagrados pelo GLOBO atirando contra manifestantes. Eles tiveram as armas apreendidas, mas não foram afastados das funções. Equipe da Polícia Civil aguarda o desdobramento do quadro clínico de Sirilo para ter acesso à bala que o atingiu e descobrir de onde ela partiu.
O outro paciente com ferimentos graves, Vitor Ramos Fregulia, que teve parte da mão dilacerada ao segurar um artefato explosivo, foi avaliado na manhã desta sexta-feira pela equipe de mão do Hospital do Paranoá, cidade do Distrito Federal. Segundo a Secretaria de Saúde, o rapaz, que já passou por cirurgia de reconstrução de dedos, segue internado na enfermaria e não tem previsão de alta.
Assim como Sirilo e Fregulia, mais dois pacientes feridos no protesto continuam internados. Um deles teve ferimentos no olho e sobre o outro não há dados a respeito do que sofreu. Um dos atendidos, entre os cinco que ontem ainda estavam no hospital, teve alta.

