
O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes acredita na recuperação do ser humano. A frase não é uma dessas que se escreve no cartão de Natal. O magistrado colocou a crença em prática no seu cotidiano e aderiu ao programa de ressocialização de presidiários que cumprem pena em regime aberto e semiaberto. Hoje, convive diariamente com dois condenados por homicídio, um por assalto e dois ex-traficantes e se diz satisfeito com o serviço prestado por eles à seu gabinete.
Gilmar Mendes não coloca obstáculos para contratar o criminoso que está nos programas para se inserir novamente na sociedade. Ele sequer pergunta aos coordenadores do programa, que selecionam os que vão para o seu gabinete, o crime que eles cometeram.
Para Gilmar Mendes, a ressocialização evita reincidência. “Eu não poderia entrar nessa discussão sob pena de projetar preconceito e de negar chance às pessoas, comprometendo o próprio intento do programa”, disse o magistrado, que lançou a iniciativa em 2008, quando presidia o STF, à jornalista Mônica Bergamo. “Esse não é um programa apenas de direitos humanos, mas também de segurança pública. A ressocialização evita a reincidência.”



