BRASÍLIA - Avançaram as articulações feitas na última semana pelo ex-presidente Fernando e os dois candidatos a presidência do partido, o senador (CE) e o governador de Goiás, , se reúnem na noite desta segunda-feira em um jantar no Palácio dos Bandeirantes para selar um possível acordo de para que o governador de São Paulo, , seja o sucessor do senador (MG) no comando do . Tasso, segundo interlocutores, aceitaria abrir mão da candidatura em favor de Alckmin, mas em um jogo combinado para renúncia também de Marconi.
Na última semana o governador de Goiás investiu pesado para aumentar seu apoio nos estados do Nordeste, onde Tasso tem maioria. Teve reuniões em Aracaju (SE) e Teresina (PI). Investe também para aumentar apoio no diretório de São Paulo, o maior, que está dividido .
Diante a possibilidade de aumentar o racha na disputa da chapa para a Executiva, Fernando Henrique voltou a fazer um último esforço para que Geraldo Alckmin assuma a presidência do PSDB na convenção de dezembro.
Os dois candidatos fizeram um acordo para indicação dos 256 membros do Diretório Nacional e a nova Executiva será compartilhada entre os dois, de forma proporcional aos votos recebidos dos cerca de 600 convencionais. Mas o risco de a disputa dos dois grupos continuar no ano eleitoral, tem levado a uma nova rodada de articulações para que o pré-candidato a República assuma o comando do partido.
Alckmin teria que dar a resposta até essa semana, quando será registrada a chapa para o Diretório Nacional e as candidaturas de Tasso e Marconi. Fernando Henrique é o presidente de honra do PSDB.
— Tanto Tasso quanto Marconi já se pronunciaram favoráveis a Alckmin. Mas esse é um casamento de três pessoas. Falta a terceira pessoa, Alckmin, se manifestar — disse o presidente interino do PSDB, Alberto Goldman.
— Fernando Henrique não desistiu e está pressionando Alckmin para assumir. Ele precisa se decidir até a próxima semana. Geraldo nunca dirá que admite ser o presidente do partido se não for combinado com os dois, Marconi e Tasso — diz um dos integrantes da comissão eleitoral que está definindo as regras da convenção nacional.
O desembarque do governo também já tem consenso entre os dois candidatos e agora a única polêmica é o apoio a reforma da Previdência, que tem a resistência de parte do grupo de Tasso.
— Essa coisa termina no dia da votação na convenção para escolha do novo presidente e da Executiva. Depois, acabou essa estória de grupo, corrente. Esse é um movimento conjuntural — avalia Goldman.
Na próxima terça-feira a comissão eleitoral volta a se reunir para definir as regras da convenção e na quinta-feira será a vez da Executiva Nacional. Será distribuído para debate o esboço do novo código de ética e do novo estatuto para as eleições do ano que vem. As propostas serão debatidas com os filiados e convencionais que terão que aprová-las na convenção.
Marconi e Tasso seguem agora a tarde para São Paulo.

