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Juiz da Lava-Jato volta a defender prisões preventivas

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SÃO PAULO - O juiz Sérgio Moro voltou a defender as prisões cautelares na operação Lava-Jato. Em despacho que autoriza a deflagração da 41ª fase da operação, a “Poço Seco”, Moro diz que, se a corrupção é sistêmica e profunda, “impõe-se a prisão preventiva para debelá-la, sob pena de agravamento progressivo do quadro criminoso”.

O juiz diz que o país já paga, atualmente, um preço elevado, com várias autoridades públicas denunciadas ou investigadas em esquemas de corrupção, “minando a confiança na regra da lei e na democracia”.

“Embora as prisões cautelares decretadas no âmbito da Operação Lavajato recebam pontualmente críticas, o fato é que, se a corrupção é sistêmica e profunda, impõe-se a prisão preventiva para debelá-la. Se os custos do enfrentamento hoje são grandes, certamente serão maiores no futuro. Não há como ocultar essa realidade sem ter que enfrentá-la na forma da lei”, escreveu Moro.

No início do mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a soltura de quatro réus investigados pela Operação Lava-Jato, entre eles o ex-ministro José Dirceu. Semanas antes, a corte já havia liberado o operador do PP João Genu e o pecuarista José Carlos Bumlai. A soltura desses investigados gerou questionamentos de que outros investigados que atualmente estão presos em Curitiba voltarima à liberdade, o que poderia atrapalhar investigações e negociações de delações premiadas.

Pela manhã, o procurador da Lava-Jato adotou tom semelhante a Moro durante coletiva de imprensa sobre a deflagração da operação Poço Seco.

— Não podemos permitir que as pessoas fiquem soltas e continuem movimentado esses valores. Precisamos não só processar as pessoas, mas recuperar os bens - disse Santos Lima.

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