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Justiça nega liminar que colocaria ex-tesoureiro Vaccari em liberdade

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SÃO PAULO - O desembargador João Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), negou nesta quarta-feira liminar que pedia a liberdade do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Agora, o pedido será analisado pelo colegiado da 8ª Turma do TRF4, que no último dia 27 reformou decisão do juiz Sergio Moro e em que ele havia sido condenado, com pena de 15 anos e 4 meses de prisão.

Na absolvição de Vaccari, Gebran foi voto vencido. Relator da apelação apresentada pela defesa do petista, ele havia votado pela manutenção da condenação. Os outros dois desembargadores da 8ª Turma, porém, entenderam que não havia provas contra Vaccari, condenado com base apenas na palavra de delatores da Lava-Jato, como o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef.

A defesa de Vaccari argumentou que a prisão de Vaccari havia sido pedida com base nos argumentos da ação na qual ele foi absolvido, não restando motivo para mantê-lo preso. Moro havia se manifestado uma segunda vez pela manutenção da prisão, mas, segundo a defesa, teria apenas citado que ela seria extensão do primeiro decreto de prisão.

Ao negar a liberdade, Gebran afirmou que foram identificadas outras condutas de Vaccari, em outras ações, que justificam a necessidade da prisão preventiva como forma de coibir a reiteração delitiva. Vaccari foi condenado pelo juiz Sergio Moro em mais quatro ações penais, num total de 32 anos de prisão.

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