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Kassab nega irregularidades em concessão de imóvel do Instituto Lula

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SÃO PAULO — O ministro Gilberto Kassab, em depoimento ao juiz Sergio Moro na manhã desta quinta-feira, negou irregularidades na concessão de imóvel destinado ao Instituto Lula enquanto ainda era prefeito de São Paulo. O juiz também ouviu o ex-diretor da Polícia Federal (PF), Paulo Lacerda, que negou conhecimento de qualquer irregularidade envolvendo executivos da Petrobras. Tanto Kassab quanto Lacerda foram testemunhas de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em processo que o acusa de receber propina da Odebrecht por meio de um apartamento vizinho ao seu em São Bernardo e um terreno para o Instituto Lula.

— Foi um imóvel na então região conhecida como Cracolândia, na rua dos Protestantes. Estava integrado dentro de um projeto de urbanização da prefeitura de São Paulo conhecido como nova Luz — detalhou Kassab.

Ele relatou que o procedimento para concessão do imóvel foi regular e que o projeto foi aprovado antes de deixar a prefeitura.

— Eu deixei a prefeitura e depois teve a tramitação normal da cessão do projeto. Acompanhei pelos jornais uma série de ações do próprio Ministério Público questionando a lei, a cessão.

A sede do instituto chegou a ser comprada por uma empresa parceira da Odebrecht, mas o ex-presidente desistiu de ficar com o imóvel. Com isso, o imóvel voltou ao patrimônio da empreiteira. O apartamento de São Bernardo do Campo está registrado em nome de um primo de José Carlos Bumlai, Glaucos da Costamarques e, de acordo com os procuradores, seria objeto de contrato fictício de aluguel.

Lacerda, que também foi testemunha do petista no caso do tríplex do Guarujá em março, disse a Moro não ter tido acesso a qualquer informação que incriminasse os ex-diretores da Petrobras.

— Que eu me recorde, não houve a produção desse tipo de informação. Houve um fato à epoca, que eu noticiei no outro depoimento, que foi o sumiço ou roubo de um laptop da Petrobras em Macaé contendo informações empresariais relevantes. A Abin auxiliou na investigação em conjunto com a Polícia Federal.

O deputado federal Luiz Paulo Teixeira Filho, que inicialmente seria testemunha de defesa de Branislav Kontic, teve depoimento cancelado pela própria defesa do ex-assessor do ministro Antonio Palocci.

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