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Lula diz que é alvo de ‘ilações’ e pede que apoiadores ajudem a ‘espalhar a verdade’

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RIO- O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se defendeu, neste domingo, em sua página no Facebook, das acusações feitas por delatores durante depoimento nas investigações da Operação Lava-Jato. No texto, Lula afirma que é “alvo de acusações frívolas e ilações” e pede que seus apoiadores ajudem “a espalhar a verdade”. O petista atribui o “bombardeio” ao fato de liderar pesquisas para as eleições de 2018.

Na postagem, o ex-presidente diz que os depoimentos dos delatores da Odebrecht estão sendo manipulados para “falsificar a história do governo Lula” e defende que as testemunhas estão sendo pressionadas. Lula reitera que não há provas para as acusações e classifica a situação como uma “teia de mentiras”.

“E é preciso lembrar também que essa teia de mentiras está sendo lançada contra Lula às vésperas do julgamento de uma ação na Vara da Lava Jato que pretende condená-lo não apenas sem provas, mas contra todas as provas testemunhais e documentais de sua inocência”, diz o texto.

O ex-presidente argumenta ainda que não cometeu crimes e tampouco recebeu algum tipo de favorecimento. Lula argumenta que o que fez foi colocar em prática políticas que beneficiaram o país:

“Insistem em tratar como crime, ou favorecimento, políticas públicas de governo voltadas para o desenvolvimento do país e aprovadas pela população em quatro eleições presidenciais. São políticas públicas transparentes que beneficiaram o Brasil como um todo – não apenas esta ou aquela empresa.”

Ao longo do texto, o presidente enumera em tópicos alguns pontos centrais das delações como a conta corrente “Amigo”, que seria destinada a pagar propinas ao ex-presidente Lula. Segundo ele, “esta é a mais absurda de todas as ilações no depoimento de Marcelo Odebrecht”.

“Se for verdadeiro o depoimento, Marcelo Odebrecht teria feito, na verdade, um aprovisionamento em sua contabilidade para eventuais e futuros transferências ou pagamentos (...)O fato é que Lula nunca pediu, autorizou ou sequer teve conhecimento do suposto aprovisionamento” , diz a publicação.

Lula também afirma que nunca autorizou ninguém a pedir doações de campanha em troca de atos governamentais e destaca que não participava das finanças de campanha ou do partido. Outro ponto abordado por Lula em sua carta de defesa é a propriedade do sítio de Atibaia, que é negada por ele. Sobre as palestras que teriam sido contratadas pela empresa, o ex-presidente diz que “ Odebercht não foi a primeira empresa, nem a segunda, nem a terceira a contratar palestras de Lula”. A carta também nega que o Instituto Lula tenha recebido qualquer terreno da empresa e que todas as doações recebidas foram registradas. Nesse ponto, Lula argumenta que os delatores se contradizem.

A suposta ajuda ao filho de Lula para realização de um campeonato de futebol americano, a mesada que seria paga ao irmão de Lula, Frei Chico, também são abordadas. O ex-presidente diz que em 2011 não ocupava função pública e que, assim como disseram os delatores, a ajuda foi “voluntária”. Ele diz ainda que também não tem tutela sobre seu irmão mais velho e que eventual relação entre a empresa e seu irmão seriam relações privadas.

Sobre o estádio do Corinthians, Lula alega que “ sempre defendeu o uso do Estádio do Morumbi” para a Copa, mas como o espaço foi vetado pela fifa, o Itaquerão se tornou um projeto de maior relevância:

“Com a possibilidade de sediar a abertura da Copa, o Corinthians construiu um estádio maior. O estádio, e isso é óbvio, não é do Lula, mas do Corinthians.”

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