Em meio ao mal-estar provocado pelo anúncio de novas taxas alfandegárias norte-americanas sobre produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu recorrer a uma estratégia direta: o envio de uma nova carta pessoal a Donald Trump. O anúncio da correspondência foi feito durante a abertura de uma reunião ministerial no Palácio do Planalto, onde o petista expressou forte descontentamento com a falta de comunicação oficial por parte de Washington.
A decisão de colocar os termos no papel surge como uma tentativa de reatar o fio de um acordo verbal que, segundo Lula, foi quebrado pela Casa Branca. O presidente brasileiro revelou que, durante uma reunião anterior de três horas com Trump, as equipes econômicas de ambos os países divergiram profundamente sobre a relação comercial. Diante do impasse, o próprio Lula sugeriu uma trégua de 30 dias para que os ministros chegassem a um consenso.
Para o governo brasileiro, as novas tarifas representam uma quebra unilateral desse prazo, que ainda não havia expirado. Na carta, Lula deve pontuar o incômodo do Brasil com o tratamento recebido e cobrar o cumprimento do compromisso firmado pessoalmente entre os dois líderes.
Paralelamente à ofensiva epistolar direcionada a Trump, o tom com o restante do primeiro escalão de Washington continua rígido. Na mesma reunião, Lula voltou a tecer duras críticas ao Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, classificando-o publicamente como um "latino-americano frustrado".



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